DESDE 1982 - FAZENDO GRANDES LEILÕES
Motivado por algumas idéias que desejava executar, em agosto de 1982, o leiloeiro Djalma Barbosa de Lima montava a Djalma Leilões. Fortemente estimulado pelos amigos criadores, a empresa liderou o mercado durante toda a década, ao lado da Programa e da Remate.
Planejando e vendendo praticamente para todas as raças de bovinos e de eqüinos nesse período, a empresa desenvolveu grandes trabalhos a culminar com o leilão que foi recorde mundial de vendas atingindo a estupenda cifra de 6,7 milhões de dólares - a Liquidação de Plantel de Cavalos Árabes do Haras Esperança.
Os anos 90 tornaram-se muito complicados para a economia do país e, particularmente, para o setor. Embora não tenha sucumbido a agressão econômica imposta pelo governo Collor, Djalma desativou a empresa para retomá-la em 1996. Um grande desafio, pois nunca o mercado de cavalos estivera tão mal. E foi aí, exatamente, que centrou a maior parte das atividades em sua segunda fase de vida.
Às custas de muito trabalho, e ao crédito residual que ainda tinha no mercado, a empresa passou a experimentar momentos alvissareiros depois de algum tempo. Segundo Djalma B. de Lima, "...agora - aos 20 anos - é hora de refletir, exercitar novas idéias, reunir os amigos para pensar em bloco, pois a impressão que fica é que pouco fizemos, pois ainda tanto há para se fazer".
25 ANOS COMO EMPRESA, 31 ANOS COMO LEILOEIRO.
A fase moderna do leilão teve início em 1975 com a fundação da Programa Leilões, a primeira empresa do sudeste brasileiro. Logo depois, Djalma foi chamado como colaborador aliando-se aos empresários Sérgio Piza, João Sampaio e Paulo Pimentel a partir de um convite feito pelo seu companheiro de rádio e tv Odemar Costa, que tinha sido o primeiro homem na mira da Programa para ser transformado em leiloeiro rural pelo Estado de São Paulo.
Foi ai que surgiu a primeira dupla de leiloeiros do país e, no estilo de Odemar Costa - ex-narrador de futebol da Rádio Bandeirantes, foi criada outra cadência para o leilão: rápida e empolgante. Hoje, o leiloeiro afirma que foi, a partir daí, que experimentou as emoções mais fortes de sua vida: "...insuperáveis até mesmo por outras que já conhecera no rádio, na TV e na publicidade".
O LEILÃO ACONTECEU NO BRASIL DEPOIS DE TRÊS GRANDES "MARKETEADAS".
Os três momentos mais importantes da história do leilão foram: a grande "marketeada" que Sérgio Piza deu ao anunciar o leilão sem preço base; o lançamento das vendas pelo valor da prestação feito por Nagib Audi e muito bem orquestrado pela empresa Remate e, sem dúvida, o primeiro leilão-show no Hotel Maksoud, em São Paulo. Esta, idealizada por Djalma, cujo leilão foi muito bem administrado pela equipe da Programa capitaneada por Paulo Pimentel.
Só depois disso é que entraram no circuito famosas casas de espetáculos como o Palace (SP), Canecão (RJ), Olímpia (SP), Moinho Santo Antonio (SP) e os hotéis Brasilton (MG), Copacabana Palace (RJ), Iguaçú Campestre (PR), e tantos outros. Naquela época, as idéias borbulhavam e o leilão fervia. Foi o auge na história do leilão brasileiro.
Essas três idéias passaram ser sistematicamente praticadas pelo sistema de forma que o leilão chegou ao final dos anos 80 tão divulgado a ponto de que não havia um só cidadão no país que não ficasse com vontade de comprar uma vaca, um boi ou um cavalo. Ou seja, nunca se investiu tanto no setor. |


Sérgio, Rachou e Djalma Vitória da Conquista (BA), fevereiro/1976.

Djalma, Odemar e Paulo Pimentel sob a lona de
um circo na época.


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